Reciclagem como alternativa para o Lixo.
Belém sofre com o lixo, mas muitas vezes deixamos de lado esse problema. A população parece que já se acostumou com os lixos espalhados pelas ruas, e o próprio costume da população de jogar lixo pela janela de ônibus ou jogar onde bem entende já é comum na região metropolitana de Belém.
Dias
6 de junho de 2014 a Globo (Rede Liberal) mostrou uma reportagem sobre o lixo
na Região metropolitana de Belém, com o título de “Reciclagem pode ser
alternativa para lixo produzido na Grande Belém” e lá aborda como os
resíduos podem contribuir para gerar renda para os catadores, segundo a mesma
reportagem são em torno de 1.800 toneladas de lixo todos os dias coletados.
A educação
da população é o principal motivo de reclamação da Secretaria Municipal de Saneamento
(Sesan) e dos trabalhadores da coleta de lixo em Belém. Como vemos os
principais responsáveis por tanto lixo é a população, pelo menos é o que mais
se fala quando o assunto é lixo. É claro que quem gera o lixo urbano são as
atividades humanas isso é fato, mas além das pessoas gerarem lixo elas não respeitam
os dias de coleta, assim como não se importam com o que acontece com o lixo da
porta de sua casa pra fora.
Robens
Nelson Costa em
reportagem a Tv Liberal confirma esse pensamento dizendo que: “Você tira (o
lixo) hoje pela manhã e à tarde já tem de novo. Está faltando educação
ambiental mais rigorosa". Segundo a Prefeitura de Belém a
coleta é feita regularmente e os índices, por exemplo o IBGE confirma que a
coleta de lixo atinge 90% das residências. 1.800 toneladas de lixo representam
aproximadamente, 200 caminhões-caçamba cheios. E uma boa parte dos resíduos
corresponde ao lixo doméstico, aquele produzido dentro das casas, e que poderia
ter outro destino, o reaproveitamento.
É claro
que a população tem culpa, mas o governo municipal também deixa a desejar. Andando
por Belém vemos como são poucas as lixeiras espalhadas pela cidade, muitas
vezes praças não contam com se quer uma lixeira, para quem frequenta depositar
o lixo, tendo que ser disponibilizadas pelos vendedores. O problema vai além,
projetos ineficazes, investimento insuficiente, educação ambiental ausente e a
falta de apoio dos catadores e cooperativas por parte da prefeitura, entre
outros problemas são alguns dos fatores que leva Belém a ter uma gestão falha
quando cerne a questão dos resíduos sólidos (o lixo).
Pra quem
gostou do assunto uma recomendação é um documentário feito na mesma semana
em que se comemora o Dia Nacional dos Coletores de Materiais Recicláveis e o
Dia Mundial do Meio Ambiente, foi lançado o documentário “Heróis do Clima”, do cineasta paraense Fernando Segtowick, em
Belém. Com temática socioambiental e educacional, o filme retrata a história de
vida dos trabalhadores que sobrevivem do que a população considera lixo. A
estreia foi dia 7 de junho (sábado), às 10h, no Cinépolis Boulevard, seguida de
sessões abertas ao público às 11h30 e dia 08 às 10h30 e às 11h30, no mesmo
local. Nos dias 13 e 15 de junho, o documentário será exibido no Cine
Olympia, às 16h30, com entrada franca.
Segundo
o site da CBN de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza
Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), pesquisa realizada em 2012 aponta que
naquele ano o Brasil produziu 62 milhões de toneladas de resíduos sólidos,
quase 170 mil toneladas por dia, 117 toneladas por minuto. Em agosto, também
passa a vigorar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país.
Será
que Belém com tantos problemas com o gerenciamento dos resíduos sólidos vai
consegui realizar o plano nacional de resíduos sólidos no prazo determinado? É uma
questão que paira no ar, em minha opinião vai ser difícil, mas vejo por parte
da Sesan que estão otimista o que me deixa menos desanimado no que se trata
essa questão. Mas só o tempo pode responder essas dúvidas.


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