segunda-feira, 9 de junho de 2014



 







Reciclagem como alternativa para o Lixo.

Belém sofre com o lixo, mas muitas vezes deixamos de lado esse problema. A população parece que já se acostumou com os lixos espalhados pelas ruas, e o próprio costume da população de jogar lixo pela janela de ônibus ou jogar onde bem entende já é comum na região metropolitana de Belém.

Dias 6 de junho de 2014 a Globo (Rede Liberal) mostrou uma reportagem sobre o lixo na Região metropolitana de Belém, com o título de “Reciclagem pode ser alternativa para lixo produzido na Grande Belém” e lá aborda como os resíduos podem contribuir para gerar renda para os catadores, segundo a mesma reportagem são em torno de 1.800 toneladas de lixo todos os dias coletados.

A educação da população é o principal motivo de reclamação da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) e dos trabalhadores da coleta de lixo em Belém. Como vemos os principais responsáveis por tanto lixo é a população, pelo menos é o que mais se fala quando o assunto é lixo. É claro que quem gera o lixo urbano são as atividades humanas isso é fato, mas além das pessoas gerarem lixo elas não respeitam os dias de coleta, assim como não se importam com o que acontece com o lixo da porta de sua casa pra fora.

Robens Nelson Costa em reportagem a Tv Liberal confirma esse pensamento dizendo que: “Você tira (o lixo) hoje pela manhã e à tarde já tem de novo. Está faltando educação ambiental mais rigorosa".  Segundo a Prefeitura de Belém a coleta é feita regularmente e os índices, por exemplo o IBGE confirma que a coleta de lixo atinge 90% das residências. 1.800 toneladas de lixo representam aproximadamente, 200 caminhões-caçamba cheios. E uma boa parte dos resíduos corresponde ao lixo doméstico, aquele produzido dentro das casas, e que poderia ter outro destino, o reaproveitamento.

É claro que a população tem culpa, mas o governo municipal também deixa a desejar. Andando por Belém vemos como são poucas as lixeiras espalhadas pela cidade, muitas vezes praças não contam com se quer uma lixeira, para quem frequenta depositar o lixo, tendo que ser disponibilizadas pelos vendedores. O problema vai além, projetos ineficazes, investimento insuficiente, educação ambiental ausente e a falta de apoio dos catadores e cooperativas por parte da prefeitura, entre outros problemas são alguns dos fatores que leva Belém a ter uma gestão falha quando cerne a questão dos resíduos sólidos (o lixo).

Pra quem gostou do assunto uma recomendação é um documentário feito na mesma semana em que se comemora o Dia Nacional dos Coletores de Materiais Recicláveis e o Dia Mundial do Meio Ambiente, foi lançado o documentário “Heróis do Clima”, do cineasta paraense Fernando Segtowick, em Belém. Com temática socioambiental e educacional, o filme retrata a história de vida dos trabalhadores que sobrevivem do que a população considera lixo. A estreia foi dia 7 de junho (sábado), às 10h, no Cinépolis Boulevard, seguida de sessões abertas ao público às 11h30 e dia 08 às 10h30 e às 11h30, no mesmo local.  Nos dias 13 e 15 de junho, o documentário será exibido no Cine Olympia, às 16h30, com entrada franca.

Segundo o site da CBN de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), pesquisa realizada em 2012 aponta que naquele ano o Brasil produziu 62 milhões de toneladas de resíduos sólidos, quase 170 mil toneladas por dia, 117 toneladas por minuto. Em agosto, também passa a vigorar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país.

Será que Belém com tantos problemas com o gerenciamento dos resíduos sólidos vai consegui realizar o plano nacional de resíduos sólidos no prazo determinado? É uma questão que paira no ar, em minha opinião vai ser difícil, mas vejo por parte da Sesan que estão otimista o que me deixa menos desanimado no que se trata essa questão. Mas só o tempo pode responder essas dúvidas.

sábado, 7 de junho de 2014

Gerenciamento De Resíduos Sólidos Urbanos a Problemática Na Cidade de Belém



Uma das grandes preocupações atualmente é a problemática do lixo ou resíduos sólidos como são chamados os dejetos que não utilizamos mais. A definição de resíduos sólidos varia de autor para autor, dependendo do que é estudado e não perde seu significado sendo fácil a identificação do mesmo.
A Lei 12.305/ 2010 que constitui a política nacional de resíduos sólidos no seu art. 3o inciso XVI defini resíduos sólidos como: “material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólidos ou semissólidos, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’ água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviável em face da melhor tecnologia disponível”.
Já a NBR10.004 (2004), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), definiu resíduos sólidos como: “resíduos nos estados sólidos e semissólidos, que resultam de atividades da comunidade, de origem: industrial, doméstica, de serviços de saúde, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d'água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível”.
Todos os processos de intervenção do Homem no Meio Ambiente não são desempenhados de maneira que não gerem resíduos, ou seja, todos geram sobras, restos, e como a quantidade de processos interventores é expressiva, a quantidade e o volume gerado desses resíduos é algo imponente, sendo a destinação final da mesma uma das maiores preocupações mundial atualmente.
Existem variadas classificações para os resíduos sólidos, uma delas e pela NBR 10.004 (2004), que classifica resíduos sólidos em: “Resíduo classe I: Perigosos; Resíduo classe II: Não perigosos; Resíduo classe II A: Não inerte; Resíduo classe II B: Inerte”.
Os resíduos também são classificados de acordo com a fonte geradora como afirma Schalch (2002), que classifica os resíduos sólidos em “resíduos sólidos urbanos, resíduos sólidos industriais e resíduos sólidos espaciais”.
Os RSU's, vulgarmente denominados por lixo urbano, são resultantes da atividade doméstica e comercial das povoações. A sua composição varia de população para população, dependendo da situação socioeconômica e das condições e hábitos de vida de cada um. Esses resíduos podem ser classificados das seguintes maneiras:
  • Plásticos: Garrafas, garrafões, frascos, boiões e outras embalagens
  • Vidro: Garrafas, frascos, copos
  • Outros: Roupas, óleos de cozinha e óleos de motor, resíduos informáticos
O resíduo sólido quando não é destinado para um local adequado gera poluição, contaminação de solos, rios e do ar, mas quando bem tratado, pode significar renda, emprego e benefícios para o meio ambiente e a sociedade.
Segundo Pinto (1999), As estratégias de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos urbanos buscam atender aos objetivos do conceito de prevenção da poluição, evitando-se ou reduzindo a geração de resíduos e poluentes prejudiciais ao meio ambiente e à saúde pública. Buscando priorizar: a redução na fonte, o reaproveitamento, o tratamento e a disposição final.

SANEAMENTO AMBIENTAL

A Funasa (2013) afirma que um dos principais componentes do saneamento é o tratamento e disposição final de resíduos sólidos (lixo); [...]. Em regiões urbanas, as atividades destinadas á promoção do saneamento ambiental devem incluir a proteção á qualidade do ar e das águas, repercutindo favoravelmente sobre a saúde humana.
Para Funasa (2013), aterro sanitário é a forma de disposição final de resíduos sólidos urbanos no solo, pelo confinamento em camadas cobertas com material inerte, geralmente solo, de acordo com normas operacionais especifica, e de modo a evitar danos ou riscos à saúde publica e a segurança, minimizando os impactos ambientais.
Funasa (2013) diz que os resíduos devem ser acondicionados nas fontes geradoras em recipientes adequados que permitam a salubridade do local de acondicionamento. Por exemplo, os resíduos domésticos podem ser acondicionados em recipientes rígidos, latas, baldes bombonas de plástico ou em plásticos descartáveis.
Todos nós produzimos lixo, logo fazemos parte desse problema, mas podemos também fazer parte da solução, utilizando essas 3 vertentes:
         Reduzir o necessário;
         Reutilizar o máximo possível;
         Estimular a reciclagem.
A falta de gerenciamento na cidade de Belém é decorrente de vários fatores como a falta de educação da população que dificulta o andamento de projeto que visam melhorias no destino de resíduos sólidos e no saneamento, outro problema são os investimentos que não são o suficiente para atender toda a população e ter uma eficácia e resultados que se reflitam por longos prazos.
Normalmente as medidas como limpeza de canal, de ruas são feitos, mas logo em seguida, muitas vezes no mesmo dia, é novamente depositado resíduo e dejetos nesse local, voltando em curto prazo às condições anteriores, ou pela população local ou por resíduos de outras localidades que são transportados por carroceiro que são pagos para dar destino de forma ilegal ao lixo, que muitas vezes acaba por ser despejado em terrenos abandonados, dentro de canais, e até mesmo em outras ruas.
Segundo dados do atlas do Saneamento urbano, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção diária de lixo domiciliar e comercial no Brasil situam-se em torno de 125.00 toneladas, sendo que 59% dos municípios depositam seus resíduos sólidos em lixões a céu aberto; 13% em aterros sanitários; 17% em aterros controlados; 0,6% em áreas alagadas; 0,3% em aterros especiais. Tão somente 2,8% dos municípios brasileiros têm programa de reciclagem (STROH, 2009).
Esses dados não tiveram uma expressiva mudança nos últimos anos, sendo que na maioria dos municípios Brasileiro a estatística não se alterou em nada, como no caso de Belém que continua jogando seu lixo em lixões a céu aberto e reciclando uma quantidade pequena de resíduos. Concordamos com Mota e Sayago apud Stroch (2009), que com o aumento na produção de resíduos sólidos, a sua gestão no Brasil apresenta indicadores de baixo desempenho no tocante ao serviço de disposição final do lixo urbano, o que gera graves problemas sanitários e de contaminação hídrica nos locais onde são depositados.

IMPACTOS AMBIENTAIS

Os impactos causados pela disposição ilegal de resíduos sólidos se refletem na saúde e na qualidade de vida das populações de Belém, normalmente essa situação se agrava em bairros mais carente onde há descaso com o saneamento básico.
Para Mucelin e Bellini (2008), ”o crescimento populacional, a consequente expansão territorial urbana e a ampliação do sistema de produção e consumo industrial têm contribuído para agravar as condições ambientais, sobretudo do cenário urbano”.
No ambiente urbano, determinados impactos ambientais como a poluição do solo, da água e do ar, ocupação desordenada e crescimento de favelas nas periferias, edificação de moradias em locais inapropriados ou áreas de preservação tais como encostas, margens de rios, mananciais e até regiões de mangue precisam ser repensados e novos hábitos estimulados. (MUCELIN E BELLINI, 2008).
Geralmente esse crescimento populacional acontece sem planejamento e por isso é feito de forma desordenada junto com a mentalidade de consumo da população, que consomem materiais em massa como o plástico, papel, metais entre outros, que junto com a falta de investimento acabam gerando poluição e degradação de corpos hídricos, poluição visual e acumulo de lixos em locais impróprio.
Segundo Mucelin e Bellini (2008), Entre os impactos ambientais negativos que podem ser originados a partir do lixo urbano produzido estão os efeitos decorrentes da prática de disposição inadequada de resíduos sólidos em fundos de vale, às margens de ruas ou cursos d’água. Some-se a isso a poluição visual, mau cheiro e contaminação do ambiente.
Substâncias como lixo, esgoto, agrotóxico e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem, provocam sérios efeitos no meio ambiente. Poluentes depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos (ocasionando também a poluição das águas), produzem gases tóxicos, além de provocar sérias alterações ambientais como, por exemplo, a chuva ácida.
 O lixo depositado em aterros é responsável pela liberação de uma substância poluente que mesmo estando sob o solo, em buracos “preparados” pra este fim, vaza promovendo a contaminação do solo. Outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. Isto ocorre pelo fato de não haver um processo de separação destes materiais. Como consequência disso, o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturado com o lixo comum.
 O solo tem em sua composição: ar, água, matéria orgânica e mineral. Toda esta sua estrutura é que possibilita o desenvolvimento das mais diversas espécies de plantas que conhecemos. É do solo que retiramos a maior parte de nossa alimentação direta ou indiretamente, se este estiver contaminado, certamente nossa saúde estará em risco.
Essas práticas habituais podem provocar, entre outras coisas, contaminação de corpos d’água, assoreamento, enchentes, proliferação de vetores transmissores de doenças, tais como cães, gatos, ratos, baratas, moscas, vermes, entre outros.
Por consequência disso trazendo a extinção de varias espécies aquáticas e terrestres, de fauna e flora, com isso trazendo desequilíbrio para os ecossistemas da região.

INVESTIMENTOS AMBIENTAIS

O crescimento da urbanização e de empreendimentos que exploram a natureza esta causando danos e preocupação, e o que antes era visto com ponto diferente, hoje se nota uma homogeneidade entre os pensamentos relacionados ao meio ambiente e a preocupação é geral, pelo menos a discussão é. Consequência disso são as políticas de proteção ao meio ambiente e os investimentos feitos por empresas e governos com vista na preservação de florestas ou recuperação de áreas degradadas.
Na cidade de Belém não é diferente, pois também sofre com impactos e a exploração de áreas, diminuindo a qualidade de vida da população. A questão do saneamento é hoje um dos maiores problemas enfrentados pela cidade, o crescimento desordenado e o desmatamento de áreas verdes aliados a falta de consciência da população contribui para o acumulo de lixos pela cidade causando transtornos e doenças, que poderia ser evitado com políticas mais eficazes e de fatos cumpridas.
Os ativos intangíveis como é o caso de estudos e produção de forma sustentável é uma tendência mundial e os economistas já percebem o grande potencial no investimento de estratégias de minimização dos impactos causados pelos empreendimentos. Além de trazer benefícios ao nome da empresa também colabora com a diminuição do custo de produção em muitos casos.
Os governos também já estão criando políticas e planos capazes de atingir tanto os órgãos públicos como empresa privada, mostrando que alguma coisa já esta sendo feita para mudar a realidade desse sistema de produção.
No entanto os resultados são mais visíveis nas grandes cidades e em países desenvolvidos notamos o avanço considerável nessa questão, já no Brasil vemos poucos investimentos ambientais, mas já percebermos as mudanças de pensamento de várias empresas seja com a tomada de conscientização ou por obrigação das leis ambientais.
Em Belém do Pará a tendência é a mesma, mas os investimentos e preocupações ainda são poucos, ou por cultura de uma região rica em recursos naturais ou por negligência do governo. Focando o assunto para o saneamento e o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, notamos o pouco investimento na questão ambiental, se temos uma coleta que supre grande parte da região, por outro lado o número de material reutilizado e reciclado é muito pouco e o destino final é inserto e duvidoso.
A gestão dos resíduos sólidos carece de investimentos, muitas vezes ou sempre altíssimos dependendo do município. Belém com aproximadamente 1.393.399 habitantes requer um custo alto para a correta destinação dos resíduos sólidos. Esse investimento pode significar custo para o governo, mas significa também um investimento na qualidade de vida da população, provavelmente uma das problemáticas é a falta de dinheiro o empecilho da implantação de um projeto de gestão realmente eficiente, capas de suprir as demandas da população e preservar o meio ambiente de maneira correta.

POLÍTICA AMBIENTAL

As demandas no cenário nacional por metas e prazos estão estabelecidas pelo Plano nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada pela Lei nº 12.305, de 2010 que é regulamentada pelo Decreto nº 7.404 de 2010 que criou um dos seus principais instrumentos o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O Decreto nº 7.404/2010 instituiu e delegou ao Comitê Interministerial - CI, composto por 12 Ministérios e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, a responsabilidade de coordenar a elaboração e implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, conforme previsto na Lei nº 12.305/2010 tem vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 (vinte) anos, com atualização a cada 04 (quatro) anos. (MMA, 2011)
Devido à aprovação da Lei nº 12.305/10, que institui a PNRS, após longos vinte e um anos de discussões no Congresso Nacional marcou o início de uma forte articulação institucional envolvendo os três entes federados União, Estados e Municípios, o setor produtivo e a sociedade civil na busca de soluções para os graves problemas causados pelos resíduos, que vem comprometendo a qualidade de vida dos brasileiros. A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece princípios, objetivos, diretrizes, metas e ações, e importantes instrumentos, tais como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que está em processo de construção e contemplará os diversos tipos de resíduos gerados, alternativas de gestão e gerenciamento passíveis de implementação, bem como metas para diferentes cenários, programas, projetos e ações correspondentes.
A Lei nº 12.305/10, que institui a PNRS é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.
Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo.
Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, micro regional, intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Também coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que concerne ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quando na Coleta Seletiva.
Discordamos em parte com Calderoni apud Stroh (2009), que a questão que permanece reside no tocante à capacidade de políticas públicas de estimulo a reciclarem o cinzento horizonte de crescente volume de resíduos sólidos no Brasil, sem que haja redução no consumo.
Pois se por um lado é importante o consumo para movimentar a economia. Por outro o paradigma da produção crescente e a busca por uma sociedade sustentável vai continuar sendo uma constante na sociedade, se antes não mudarmos a base da produção por materiais naturais e biodegradáveis focado na produção ecologicamente correta, o aumento da reciclagem de pouco vale se o consumo de matérias que apresentam um potencial de poluição continuar crescendo e as políticas surtindo pouco efeito, devemos sim estimular o consumo, mas na conjuntura atual devemos estimular produtos com base ecológica que afetem menos o meio ambiente.
Mas um dos grandes problemas é a dificuldades dos governos em cumprirem as metas estabelecidas por políticas de cunho ambiental, por exemplo, o PNRS, muitos municípios estão atrasados no planejamento o que causa atraso e a não efetivação do plano, sendo estabelecidos novos prazos continuamente.

PROJETOS AMBIENTAIS

O município conta com excelentes projetos que visam à problemática do lixo como, por exemplo, o projeto de revitalização de áreas degradadas por resíduos, além de projetos desenvolvidos no lixão do Aurá que é considerado o aterro sanitário da cidade de Belém. Mais muitos dos projetos na prática, não tem surtido efeitos concretos.
A SESAN em entrevista alegou que a falta de educação da população é o principal motivo pelo qual os projetos não têm surtido efeito, pois após a limpeza, por exemplo, de um canal ou rua fazendo a remoção dos resíduos, à população volta a colocar lixo no lugar fazendo com quê a medida seja apenas paliativa.
É evidente que a questão comportamental da população é um dos grandes obstáculos do governo, o qual deve ser investido visando educar a população, então chegamos a outro problema que é o financeiro, a falta de investimento, ou melhor, dizendo, o pouco investimento com a questão de saneamento, ainda deixa a desejar, são mais de 1 milhões de reais todos os meses pago para as empresas terceirizadas para cuidar do lixo, sendo mais investido nos resíduos sólidos do que na saúde, e mesmo assim em uma visão ambiental deixa muito a desejar.
Colaborador: Hugo Gama